domingo, 22 de agosto de 2010

30 de Agosto - Dia Nacional da Conscientização da Esclerose Múltipla

Dia Nacional da Conscientização da Esclerose Múltipla

Esclerose múltipla

O sistema nervoso faz a comunicação das diferentes partes do corpo entre si e com ele mesmo. Normalmente os nervos estão protegidos por uma capa chamada por mielina. Na esclerose múltipla (EM) , ocorre uma inflamação dessa capa, que acaba se dissolvendo. Com o tempo, a mielina é substituída por tecidos cicatricial em locais isolados do cérebro e da medula. Os impulsos nervosos, que normalmente são transmitidos a uma velocidade de 360 quilômetros por hora, param ou se tornam muitos lentos. As pessoas com maior probabilidade de desenvolver a EM são:

* Adultos brancos entre 20 e 40 anos* Pessoas com história familiar da doença
* Mulheres (a relação é de 3 mulheres para cada 2 homens)
* Moradores do norte dos EUA, Canada e norte da Europa

Causas

Não se conhece a causa da EM. Algumas teorias apontam um vírus ou outro agente infeccioso e/ou um problema auto-imunes, o sistema imunologico ataca as células do próprio organismo em vez de atacar os invasores estranhos. Toxinas, traumas, deficiências nutricionais e outros fatores que possam levar à a destruição da mielina também são possíveis causas. Fatos conhecidos que antecedem o início da EM incluem sobrecarga de trabalho, fadiga, período pós-parto em mulheres, infecções agudas e febres.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas podem ser leves e estar presente por anos antes de ser constatada a esclerose múltipla. Uma vez diagnosticada a doença, os sintomas duram horas a semanas, variando dia a dia, podendo surgir e desaparecer sem um padrão previsível. Esses sintomas incluem:

* Cansaço, que pode ser extremo
* Fraqueza
* Formigamentos
* Câimbras
* Má coordenação motora (tremor nas mãos)
* Problemas urinários (urinar freqüentemente, difícil controle da urina, infecções e incontinência)* Visão borrada, visão dupla ou perda de visão em um dos olhos
* Alterações do humor, irritabilidade, depressão, ansiedade, euforia

Tratamentos e cuidados

Ainda não existe cura, mas vários passos podem ser dados para se viver melhor com essa doença. Estes incluem:

* Bastante repouso
* Tratar as infecções bacterianas e quadros febris na fase inicial
* Minimizar as situações estressantes, especialmente as que demandam muito esforço físico, pois o estresse físico agrava os sintomas
* Manter-se longe do sol e do calor, pois o aumento da temperatura corpórea pode agravar os sintomas
* Evite banhos quentes, pois podem agravar os sintomas. De fato, banhos frios ou natação podem melhorar os sintomas, pois baixam as temperatura do corpo.
* Mantenha uma rotina normal no trabalho e em casa, se as atividades não forem muito intensas
* Faça exercícios regularmente (atividade física pode ajudar)
* Faça massagens para manter o tônus muscular
* Faca aconselhamento psicológico
* Tomem as medicações prescritas. Estas podem incluir:

Interferon
Corticóide
Antiespasmódicos
Relaxantes musculares
Antidepressivos
Ansiolíticos
Antibióticos (para tratar as infecções)
Medicações para controlar a função urinária

25 DE AGOSTO - DIA DO SOLDADO

HOMENAGEM A LUIS ALVES DE LIMA E SILVA (DUQUE DE CAXIAS)

Dia 25 de agosto é consagrado ao soldado brasileiro. O soldado é o cidadão fardado precursor na defesa da sua pátria e das instituições. O civil é um soldado licenciado sempre pronto a ser convocado quando as circunstâncias exigirem. O Exército, a Marinha, a Aeronáutica e a Polícia Militar são forças devotadas à defesa da pátria, da ordem e das instituições.

25 de agosto foi designado Dia do Soldado porque neste dia, em 1803, nascia na cidade de Estrela, no Estado do Rio de Janeiro, Luiz Alves de Lima e Silva, o futuro Duque de Caxias, o maior soldado-estadista do nosso país. Descendente de uma família de militares, desde os cinco anos de idade ele já foi "programado" para a carreira dos seus ancestrais. Junto com seu pai, freqüentava o expediente no quartel do 20º Batalhão dos Sapadores Reais. Aos nove anos ingressou no Colégio Militar e aos 15 na Academia Militar, sempre alcançando o primeiro lugar.

Em 1823, incorporado ao regimento comandado pelo seu tio, em serros da Bahia, José Joaquim de Lima e Silva, que havia assumido o comando das forças brasileiras, então sob o comando do general (mercenário) francês Pedro de Labatu, que lutavam contra as tropas portuguesas do famigerado sanguinário brigadeiro Luiz Ignácio Madeira de Mello. Vencido na batalha do Pirajá, Madeira de Mello recua para a cidade de Salvador e aceita os termos impostos pela rendição. Ele abandona a cidade e se retira para a sua pátria, Portugal.

Cumprida, com heroísmo, esta missão, seguiu Caxias com seu regimento para o Maranhão, sufocando lá a Balaiada com tanto denodo que lhe valeu a promoção ao posto de coronel. Voltando ao Rio de Janeiro, foi destacado para sufocar a rebelião de Sorocaba, chefiada pelo ex-presidente da Província de São Paulo, Rafael Tobias de Aguiar. Contou com a participação da Marquesa de Santos, com o padre Diogo Antônio Feijó, ex-regente do Império e outras figuras importantes de uma monarquia agonizante (isso acontecia em 1842, dois anos após a falsa maioridade do príncipe D. Pedro, futuro Pedro II).

Sufocada a rebelião de Sorocaba, Caxias foi chamado a pacificar Minas Gerais, derrotando os liberais daquela Província. Em 1845, conseguia pacificar o Rio Grande do Sul, convulsionado com dez anos de guerra civil, onde usou de toda a sua competência e autoridade de verdadeiro estadista, conseguindo uma paz honrosa para os combatentes. Foi honrado com as insígnias de general e o título nobre de Marquês de Caxias. Em 1851/52 lutou no Uruguai, contra o caudilho Oribes e os partidários do ditador argentino Juan Manoel Rosas. Em 1855 foi nomeado Ministro da Guerra, em 62 presidiu o Conselho e em 63 chegou a Senador. A guerra contra o Paraguai seguia a passos lentos, com brilhantes vitórias e alguns reveses, como o de Curupaiti, de sérias conseqüências.

Caxias foi chamado a assumir o comando das forças aliadas, substituindo o argentino Bartolomeu Mitre. Reorganizou, rearmou, disciplinou e saneou os exércitos aliados e partiu para a ofensiva, vencendo as forças regulares do "El Supremo" ditador paraguaio Francisco Solano Lopes. O cerco de Humaitá, a batalha do Avaí, os combates de Lomas Valentina, Angostura e Itororó abriram a porta da capital paraguaia às tropas brasileiras e aliadas. Esta fase da guerra foi chamada de "Dezembrada" e culminou com a entrada triunfal dos aliados em Assunção no dia 5 de janeiro de 1869. Porém a guerra não terminou aí, pois Lopes se retirou para o nordeste com os remanescentes de suas tropas.

Caxias, já velho e cansado, passou o comando para o príncipe Gastão de Orleans, o Conde d´Eu, que perseguiu o inimigo até o Cerro Corá, onde alcançou a 1º de março de 1869. O cabo Chico Diabo matou o ditador e a guerra acabou. Foram suas últimas palavras: "Me muero com mi pátria". Caxias morreu em 1880.

JAMIL KAUSS faz Almoço Beneficente neste Domingo

ALMOÇO EM BENEFÍCIO DA AFADA
(Assistência Filantrópica ao Aidético de Araruama)

Todo mundo sabe que as instituições beneficentes necessitam de um aporte de recursos muito maior do que recebe do poder público para poder atender com dignidade seus assistidos. A auto-suficiência dessas instituições é algo ainda raro no Brasil, até ongs ambientais conseguem maiores recursos que ongs que trabalham com crianças ou idosos, por exemplo. Assim, a Loja Maçônica Jamil Kauss, atendendo um chamamento da AFADA realiza, neste domingo, em nosso meio, um


almoço beneficente o qual, poderia gerar-nos alguns “vinténs” a mais, os quais gerariam recursos econômicos para o pagamento de algumas despesas da Loja, porém num ato de voluntarismo (*) e iniciativa do nosso Ven:. Mestre Antônio Paulo Santos do Carmo e o apoio inconteste dos irmãos do quadro, realizamos o primeiro almoço beneficente da nossa Loja, onde cada um pode colaborar com “um vintém” da sua boa vontade em troca de um saboroso almoço, regado a muita disposição, boa vontade e total dedicação à nossa obra do sempre servir. Hoje buscamos alem disso, oferecer aos presentes ao almoço por nós realizados momentos alegres de confraternização, de reencontro com os irmãos, amigos e parentes.

* Voluntariado
Destaque para nosso irmão Almeidinha

O voluntariado é simplesmente a doação de seu tempo para fazer algo útil, sem ser pago. Em troca, você terá a satisfação de tempo e esforço bem gasto. Além disso, o voluntariado pode ser uma ótima maneira de conhecer novas pessoas, aprender, adquirir novas competências, experiências que podem ser úteis até para se conseguir um bom trabalho. Também pode ser divertido! O grande valor de um voluntário de verdade é sempre fazer o bem e nunca esperar algo em troca, mesmo que seja um simples "obrigado".

O Irmão Almeidinha é um dos raros exemplos de doação integral ao trabalho voluntário. O trabalho voluntário faz parte da sua rotina, ele se dedica completamente à Loja, seja no trabalho de assistência filantrópica, seja nos assuntos internos da entidade, e por cima nem pertence aos quadros desta augusta intituição. A este irmão, calmo, que suporta com maestria nossas gozações, (só sai do sério quando acontece alguma coisa muito forte) pessoa amável, carinhoso, que em dia de festa só come quando todos estão servidos, os nossos agradecimentos. Parabéns, Almeidinha!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Dia dos Pais Maçons


Parei para escrever alguma coisa para o pai maçom e de repente me peguei lembrando do dia a dia de nossa Loja e a emoção vai tomando conta da minha razão e é só o coração que se expressa, começa aparecer flashes na minha memória, a iniciação do Atílio e do Américo filhos do Ir.·. Artemo Alve Souto, este não se continha de emoção, a iniciação do Mauro Alves de Resende, filho do saudoso Ir.·. Romário Cardoso, do Carlos Augusto e Fabiano, filhos do nosso Ir .·.Augusto Barreto, o coração de seus pais (todos maçons de minha Loja), dava para escutar as batidas de longe, mas tem uma passagem que poucos presenciaram, foi quando estes irmãos, filhos de irmãos, tiveram que homenagear seus “pais – irmãos”, foram emoções impares, os seus olhos encheram de lágrimas e suas emoções verdadeiras, elas saíram do fundo de suas almas, era um sentimento entre pai e filho que se eternizou pelo tempo.
Em meus 33 anos de Maçonaria não me lembro de uma homenagem ao Pai Maçom, não sei o por quê?; acho que é porque ninguém se auto homenageia mas, para que eu consiga falar algo sobre o pai maçom meu coração impõe a condição de que eu deixe a de pai (apesar de ser pai a algum tempo e já ser avô) e pense e sinta apenas como filho.
Se nós prestarmos atenção na função do pai vamos perceber que esta função é base para a formação de um grande ser, de um ser correto de princípios, de bom caráter, de conduta reta e honesta.
Existe um ditado que diz: as palavras convencem, mas, os exemplo arrastam, por isto muitas vezes um pai se priva dos prazeres da vida para poder educar seu filho. É engraçado mas, o pai também tem que ir se educando ao longo desta jornada, em uma fase inicial o pai muitas vezes usa da autoridade às vezes até um pouco de força para educar. Em outra fase nada disto dá certo este pai tem que mudar de atitude tem que convencer, as suas ideologias tem que estar em sintonia com seus atos.
Pai ser que ensina princípios, desenvolve virtudes, fala o “sim e o não”, aquele que tenta edificar um templo no interior de seu filho, aquele que burila a pedra bruta até aparar todas as suas arestas.
Pai, são poucas as vezes que temos maus sentimentos relacionados a seus “NÃO”, felizmente muitas vezes o sentimento de amor, de admiração, de respeito, de amizade são muito mais freqüentes.
Com o caminhar da vida os filhos vão perdendo a sua meninice e por uma barreira preconceituosa acaba deixando de abraçar, de beijar, de dizer para seu pai uma frase tão simples, tão pura, tão verdadeira, que sai sem a gente fazer força, é só olhar em seus olhos e dizer “pai eu te amo”. Eu nunca o disse para o meu, mas meus filhos o dizem para mim. Falo agora a todos aqui que são filhos sem prescrever idade que nunca é tarde para expressar o mais puro sentimento, faça-o enquanto há luz na vida, porque depois que a luz se apaga este pai descansará em paz ou não. Peço aos irmãos licença para findar meus pensamentos ora de pai, ora de filho com um tríplice e fraternal abraço ao maior pai que existe na face terra: “O MEU”.

Humberto Siqueir Cardeal
M.·.I.·. Loja Maçônica Jamil Kauss N° 24

Vinte de Agosto - O Dia do Maçom


I. Os dias de homenagem

Desde a mais remota antiguidade, os homens criaram os "dias de homenagem" para aquelas coisas que fossem muito importante para o grupo social ou comunidades da qual fazem parte.
Do passado distante, guardamos os ecos, que são lembranças nem sempre claras do sentido original e primitivo da homenagem. Por exemplo, nos solísticios e nos equinócios, cultos agrários à natureza, ao sol e a vida, o Cristianismo foi buscar as festas de São João. E o Natal, simbolizando o dia do nascimento do Cristo.
A sociedade moderna muito tem aumentado o numero dos "dias de homenagem".
Para cada dia do calendário há pelo menos um santo padroeiro, datas nacionais. Homenageiam-se os parentes, as profissões, as pessoas vivas e as pessoas mortas.
Nesses "dias de homenagem", sejam festivos, cívicos ou religiosos, costumamos enaltecer ao objeto da homenagem. É costume nessas datas que as homenagens valorizem as características e aos méritos dos homenageados. Assim, a figura do pai, o amor à mãe, o respeito aos mortos, a grandeza da pátria, as qualidades de uma profissão ou de uma associação.
Assim tem sido como o Dia do Maçom, onde a grandeza da instituição e a alegria dela participar tem sido a tônica das comemorações nas Lojas. Aliás, homenagens demais singelas para uma ordem que os próprios maçons intitulam "a Sublime Instituição".
Entretanto, porque no Brasil "os filhos da viúva"escolheram precisamente essa data como o "seu dia"?
Necessariamente, por si só, ela há de ser uma data muito importante na ordem das coisas. Afinal, os maçons elegeram o 20 de Agosto, pinçado entre os demais 365 dias de um determinado ano do século XIX.
E os maçons brasileiros, tão pródigos em escrever e comentar sobre a grandeza da maçonaria na Europa, nos Estados Unidos, nos demais países das Américas, no mundo, quase sempre silenciam sobre o significado do dia 20 de Agosto.
II. A Independência do Brasil

"... No dia 20 de Agosto, em sessão do Grande Oriente, com Ledo na presidência, D.Pedro era aclamado Imperador do Brasil, tendo sido, essa sessão, a Verdadeira proclamação da Independência, feita pela Maçonaria Brasileira, doa a quem doer..."(José Castellani, em "Os Maçons que fizeram a História do Brasil").
"...Ninguém ignora que a Independência nacional foi concertada e proclamada entre as quatro paredes dos templos maçônicos"(Adetino de Figueiredo Lima, em "Nos Bastidores do Mistério")
Autores , como Francisco Adolfo Varnhagem (em "História da Independência do Brasil") e Pedro Calmom (em História Social do Brasil"), e muitos outros, referem-se à ação da Maçonaria na Independência. Mas escrevem como historiadores profanos e não com o conhecimento de irmãos.
E como ensina o Irmão A. T. Cavalcante de Albuquerque, sendo raros os comentários maçônicos sobre os fatos, vamos nos utilizar das palavras de um intelectual brasileiro insuspeito de enaltecer a instituição , por ser talvez o mais ferrenho inimigo do liberaismo e da Maçonaria em particular: Gustavo Barroso.
O irmão Cavalcante de Albuquerque, em seu livro "O que é Maçonaria", pág. 168, a ele se refere como "inimigo incondicional da Maçonaria", e dele transcreve: "A Independência do Brasil foi realizada à sombra da Acácia, cujas raízes preparam o terreno para isso. É o que a documentação histórica nos ensina e prova." (Gustavo Barroso, "História Secreta do Brasil, p'g. 228).

III. Guatemozin à sombra da acácia

"Os raios da Grande Luz, que desde as mais remotas épocas iluminara a Ásia e o Egito, e fulgara hoje na Europa, não podia deixar de penetrar um dia na Terra de Santa Cruz" (diz textualmente o manifesto do Grande Oriente do Brasil, escrito em 1831, por Gonçalves Ledo e assinado por José Bonifácio, publicado em 1832, historiando a ação da maçonaria no nosso país. No manisfesto, a independência é nominada "Independência Maçônica", cita Gustavo Barroso).
Segundo o citado autor, a declaração pública "Independência ou Morte", já estava resolvida nos subterrâneos. Rio Branco, anotava Varnhagen, diz que a independência já fora proclamada pela maçonaria na sessão de 20 de agosto em assembléia geral do povo maçônico, reunidas na sede do apostolado as três Loja Metropolitanas, sobre a presidência de Gonçalves Ledo.
Não se sabe ao certo que papéis o Imperador recebeu naquela ocasião ( no "grito"). Textualmente, Meneses Drumond, na obra de Varnhagen, pág. 183/184, diz: "O príncipe, sendo industriado pelo seu ministro José Bonifácio, grão mestre da ordem, da proclamação da Independência do Brasil em 20 de agosto.
Foi provavelmente a notícia recebida no Ipiranga. A Ata da reunião da Assembléia do dia 20 de agosto, lida, analisada e citada por inúmeros historiadores, presentemente não está disponível nos Arquivos do Grande Oriente do Brasil. Segundo uns, está desaparecida. Conforme outros, encontra-se velada aos olhos profanos. Certamente há entre nós alguns que tiveram o privilégio de tê-la visto. O Irmão João Maurício Alves, com certeza, é um deles.
IV. O Imperador do sacrifício

Conforme Rocha Martins, citado em "História Secreta do Brasil": "Guatemozin foi em 1497 um imperador azteca de anahuac, México, filho do rei Ahintzote, o sucessor do irmão de Montezuma II. Foi martirizado pelos conquistadores espanhóis, queimado vivo para entregar a segredo das riquezas de seu povo. Por isso foi chamado de o Imperador do Sacrifício.
Comenta Barroso que o nome Guatemozin já fora aplicado no Brasil a uma das Lojas pernambucanas que participaram da revolução de 1817.
Mas é evidente que não concordamos com o ilustrado historiador Gustavo Barroso que, no afã de combater a Maçonaria em sua obra, afirma: Pedro inspirou-se para adotar o nome Guatemozin numa antevisão que seria atraiçoada e sacrificado pelo povo maçônico E textualmente finaliza: "para Pedro, Guatemozin à sombra da acácia foi uma sombra venenosa e traidora..."
O Irmão Pedro sacrificou-se, sim. A Independência o fez separar-se de Portugal, sua terra nativa, berço de todos os seus ancestrais, perdendo seu direito ao trono. Perdeu, também, o império brasileiro, pois a Maçonaria não o apoiava apenas por ser o Imperador, mas principalmente, pelo ideal de liberdade e igualdade.
Mas continuou maçom. E como também disse o próprio Barroso, Ganhou o reino de Portugal para sua filha, escrevendo então o mais belo capítulo de sua vida: o capítulo final.

V. O Dia do Maçom

O 20 de Agosto representa tudo isso. E mais. Mais, o que não pode ser dito porque há que se respeitar, primeiro, a Lei do Silêncio, e depois, a comunicação entre os diversos graus. Muito mais, porque na Maçonaria nem sempre se falam ou se escrevem palavras. Cria-se símbolos e alegorias, para perpetuar no futuro a história do presente, como os antigos fizeram com a história do passado.
Sete de Setembro é o dia em que o Brasil se libertou. E 20 de Agosto é, e sempre será, o dia do maçom brasileiro.
Que nesse dia todos os Maçons, mesmo em pensamento, formem a Cadeia da União. E nela encontrarão incontáveis, novos e antigos poderosos elos.
Porque o GADU permitirá a especial presença de milhares de irmãos anônimos, aqueles que honraram a condição de maçons a serviço da Pátria.
E para homenagear todos aqueles que promoveram a "Independência Maçônica do Brasil", destacamos como símbolo um punhado de nomes apenas: Antônio Carlos de Andrade e Silva, Arruda Câmara, Bispo Azeredo Coutinho, Antônio Peregrino Maciel Monteiro, Cipriano Barata, Padre Diogo Antônio Feijó, Evaristo Ferreira da Veiga, Frei Sampaio, Hipólito José da Costa, Cônego Januário da Silva Barbosa, Joaquim Gonçalves Ledo, José Bonifácio de Andrada e Silva, José Clemente Pereira e Pedro I.

20 de Agosto - Dia do Maçom

PARABÉNS PEDREIROS DO BEM... PELO DIA DO MAÇOM!
Orgulhe-se por ser um Artífice da Arte Real!



ESTRANHA MULHER
Maria Ivone Corrêa Dias(Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás)

Enviado pelo Irmão Natalino Gomes de Souza Filho
M:. I:. da Loja Maçônica Jamil Kauss N° 24
Oriente de Araruama - RJ



Eu sei que ela existe,
(embora eu nunca a veja...)
mulher estranha de mãos imensas,
semeando esmolas, misteriosamente,
cercada de respeito, de lendas e de temor
as mãos dessa mulher tem forma de amor
mãos que ninam os berços da orfandade,
mãos que põem luz na noite da viuvez,
mãos que cortam o erro, como espadas
mãos que abençoam, que denunciam crime
e que trazem, no gesto que redime,
toda a unção das próprias mãos de Deus.

Essa mulher tem a graça das Acácias,
a ternura que consola a dor alheia,
o bem que ela faz gravando só na areia,
vem a onda e o leva ao seio do grande Artista
que vela sobre o triste, o fraco e o oprimido.

Essa mulher se escuta algum gemido,
se pressente a dor, a injustiça, a queda,
como o vento desloca-se flecha ousada e firme
na pressa de salvar, servir e se esconder.

Ela está de pé às portas da miséria...

Junto ao incapaz, ela é o braço potente,
amparo ela o é ao lado do indigente
arrimo da velhice, luz da juventude,
e ante a própria morte, aos pés do ataúde,
essa mulher é esteio, é força e segurança.

Seus braços, quais colunas talhadas na rocha,
já sacudiram tronos, muralhas e cidadelas,
já libertaram escravos e enriqueceram os pobres,
já ergueram nações sobre cinzas de impérios...

Ela já viu morrer os filhos em prol da liberdade,
e, embora chorando sobre seus tristes restos,
seu braço ergueu, em sagrado protesto,
a bandeira santa do amor universal.

De sua mesa farta, tal como em família,
reparte ela o pão da graça feminina,
sem humilhar aquele a quem sobrou pobreza,
e sua mão direita, segundo o evangelho,
jamais presenciou o que a esquerda fez.

A ordem do Senhor: "Amai-vos uns aos outros"
à frente do seu Templo essa mulher gravou,
e como irmãos se tratam milhões de filhos seus,
homens predestinados, cidadãos benditos
que não se envergonham - oh não - de crer em Deus.

Essa mulher estranha, sem jóias e sem fraqueza
essa mulher estranha, temida e venerada,
mil vezes perseguida, vencendo com galhardia,
é cidadã do mundo, é a MAÇONARIA.

sábado, 17 de julho de 2010

Respostas às Perguntas Mais Frequentes Acerca da Maçonaria

O que é a Maçonaria?
— A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista.
Porque é Filosófica?
— É filosófica porque em seus atos e cerimônias Ela trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura.
Porque é Filantrópica?
— É filantrópica porque não está constituída para obter lucro pessoal de nenhuma classe, senão, pelo contrário, suas arrecadações e seus recursos se destinam ao bem estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça.
Procura conseguir a felicidade dos homens por meio da elevação espiritual e pela tranqüilidade da consciência.
Porque é Progressista?
— É progressista porque, partindo do princípio da imortalidade e da crença em um princípio criador regular e infinito, não se aferra a dogmas, prevenções ou superstições. E não põe nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem reconhece outro limite nessa busca senão a da razão com base na ciência.
Quais são os seus princípios?
— A liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças, nações; a igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, raça ou nacionalidade; a fraternidade de todos os homens, já que somos todos filhos do mesmo Criador e, portanto, humanos e como conseqüência, a fraternidade entre todas as nações.
Qual é o seu lema
Ciência — Justiça — Trabalho.
Ciência, para esclarecer os espíritos e elevá-los;
Justiça, para equilibrar e enaltecer as relações humanas;
Trabalho, por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes economicamente.Em uma palavra, a Maçonaria trabalha para o melhoramento intelectual, moral e social da humanidade.
Qual é o seu objetivo?
— Seu objetivo é a investigação da verdade, o exame da moral e a prática das virtudes.
O que a entende a Maçonaria por moral?
— Moral é para a Maçonaria uma ciência com base no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege todos os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência. E essa maravilhosa ciência nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos nossos direitos. Ao penetrar a moral no mais profundo de nossa alma sentimos o triunfo da verdade e da justiça.
O que entende a Maçonaria por virtude?
— A Maçonaria entende que virtude é a força de fazer o bem em seu mais amplo sentido; é o cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família, sem interesse pessoal. Em resumo: a virtude não retrocede nem ante o sacrifício e nem mesmo ante a morte, quando se trata do cumprimento do dever.
O que entende a Maçonaria por dever?
—A Maçonaria entende por dever o respeito e os direitos dos indivíduos e da sociedade. Porém não basta respeitar a propriedade apenas, mas, também devemos proteger e servir os nossos semelhantes. A Maçonaria resume o dever do homem assim: "Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família". Em verdade, essa é a maior síntese da fraternidade universal.
A Maçonaria é religiosa?
— Sim, é religiosa, porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual se dá o nome de GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, porque é uma entidade espiritualista em contraposição ao predomínio do materialismo. Estes fatores que são essenciais e indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa e lógica do Universo, formam a base de sustentação e as grandes diretrizes de toda ideologia e atividade maçônica.
A Maçonaria é uma religião?
— Não. A Maçonaria não é uma religião. É uma sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si. União recíproca, no sentido mais amplo e elevado do termo.E nesse seu esforço de união dos homens, admite em seu seio as pessoas de todos os credos religiosos, sem nenhuma distinção.
Para ser Maçom é necessário renunciar a religião à qual pertence?
— Não, porque a Maçonaria abriga em seu seio homens de qualquer religião, desde que acreditem em um só Criador, o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus. Geralmente existe essa crença entre os católicos, mas, ilustres prelados tem pertencido à Ordem Maçônica; entre outros, o Cura Hidalgo, Paladino da Liberdade Mexicana; o Padre Calvo, fundador da Maçonaria na América Central; o Arcebispo da Venezuela, Don Rodrigo Ignácio Mendez; Padre Diogo Antônio Feijó; Cônego Luiz Vieira, José da Silva de Oliveira Rolin, da Inconfidência Mineira, Frei Miguelino, Frei Caneca e muitos outros.
Quais outros homens ilustres que foram Maçons?
— Filosofos como Voltaire, Goethe e Lessing; Músicos como Beethoven, Haydn e Mozart; Militares como Frederico o Grande, Napoleão e Garibaldi; Poetas como Byron, Lamartine e Hugo; Escritores como Castellar, Mazzini e Espling.
Somente na Europa houve Maçons ilustres?
— Não. Também na América houve. Os libertadores da América foram todos Maçons. Washington nos Estados Unidos; Miranda, o Padre da Liberdade sul-americana; San Martin e O’ Higgins, na Argentina; Bolivar, no norte da América do Sul; Marti, em Cuba; Benito Juarez, no México e o Imperador D. Pedro I, no Brasil.
Quais os nomes de destaque no Brasil que foram Maçons?
— D. Pedro I, José Bonifácio, Gonçalves Ledo, Luís Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Salles, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz, Rui Barbosa e muitos outros.
Então a Maçonaria é tolerante?
— A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige de seus membros a mais ampla tolerância. Respeita as opiniões políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis e rechaça toda pretensão de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em particular.
O que a Maçonaria combate?
— A ignorância, a superstição, o fanatismo. O orgulho, a intemperança, o vício, a discórdia, a dominação e os privilégios.
A Maçonaria é uma sociedade secreta?
— Não, pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de história, etc. O único segredo que existe e não se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os meios para se reconhecer os maçons entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.
Quais a principais obras da Maçonaria no Brasil?
— A Independência, a Abolição e a República. Isto para citar somente os três maiores feitos da nossa história, em que os Maçons tomaram parte ativa.
Quais as condições individuais indispensáveis para poder pertencer à Maçonaria?— Crer na existência de um princípio Criador; ser homem livre e de bons costumes; ser consciente de seus deveres para com a Pátria, seus semelhantes e consigo mesmo; ter uma profissão ou ofício lícito e honrado, que lhe permita prover as suas necessidades pessoais e de sua família e a sustentação das obras da Instituição.
O que se exige do Maçom?
— Em princípio, tudo aquilo que se exige ao ingresso em qualquer outra instituição: respeito aos seus estatutos, regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que as regem; amor à Pátria; respeito aos governos legalmente constituídos; acatamento às leis do país em que viva, etc. E, em partiular: a guarda do sigilo dos rituais maçônicos: conduta correta e digna dentre e fora da Maçonaria; a dedicação de parte do seu tempo para assistir às reuniões maçônicas: à prática da moral, da igualdade e da solidariedade humana e da justiça em toda a sua plenitude.Ademais, se proíbe terminantemente dentro da instituição, as discussões políticas e religiosas, porque prefere uma ampla base de entendimento entre os homens afim de evitar que sejam divididos por pequenas questões da vida civil.
O que é um Templo Maçônico?
— É um lugar onde se reúnem os Maçons periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhe são permitidas, em um ambiente fraternal e propício para concentrar a sua atenção e esforços para melhorar seu caráter, sua vida espiritual e desenvolver seu sentimento de responsabilidade, fazendo-lhes meditar tranqüilamente sobre a missão do homem na vida, recordando-lhes constantemente os valores eternos cujo cultivo lhes possibilitará acercar-se da verdade.
O que obtém sendo Maçom?
— A possibilidade de aperfeiçoar-se, de instruir-se, de disciplinar-se, de conviver com pessoas que, por suas palavras, por suas obras, podem constituir-se em exemplos; encontrar afetos fraternais em qualquer lugar em que se esteja dentro ou fora do país. Finalmente, a enorme satisfação de haver contribuído mesmo em pequena parcela, para a obra moral e grandiosa levada a efeito pelos homens. A Maçonaria não considera possível o progresso senão na base do respeito à personalidade, à justiça social e a mais estreita solidariedade entre os homens. Ostenta o seu lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" com a abstenção das bandeiras políticas e religiosas. O segredo maçônico, que de má fé e caluniosamente tem se servido os seus inimigos para fazê-la suspeita entre os espíritos cândidos ou em decadência, não é um dogma senão um procedimento, uma garantia, uma defesa necessária e legítima, porém como inevitavelmente tem sucedido com todo direito e seu dever correlativo. o preceito das reservas maçônicas já tem experimentado sua evolução nos tempos e segundo os países. A Maçonaria não tem preconceito de poderes, e nem admite em seu seio, pessoas que não tenham um mínimo de cultura que lhes permitam praticar os seus sentimentos e tenham uma profissão ou renda com que possam atender às necessidades dos seus familiares, fazer face às despesas da sociedade e socorros aos necessitados.

Fonte: Opúsculo editado pelo Grande Oriente do Brasil, baseado em texto publicado nos anos 70 no jornal "tres pontos", de Buenos Aires – Argentina.