quinta-feira, 18 de agosto de 2011

20 de Agosto - Dia do Maçom

Meus Caros Irmãos


... repasso, por oportuno, um texto para que possamos bem refletir neste dia 20 de agosto.
Que o dia do maçom não seja um dia no ano mas, sim, todos os dias.
Que a maçonaria em nosso âmago seja um estado de espirito em ação constante, ininterrupto e proficuo.



Feliz dia do Maçom !!!


Eis.....

MAÇONARIA FOI, É E SEMPRE SERÁ UMA PROPOSTA.....
SER MAÇOM É UMA OPÇÃO !!!
Pelo Ir.'. Getulio Rogério Arbo Pavlak (Representante da nossa GLP junto à GLRS)

Aliás...., tudo na vida é uma proposta e nós somos responsáveis pelas escolhas ou, opções.

A maçonaria é a proposta, ser maçom é a opção. Porém, quando aderimos a esta proposta necessitamos sincronia entre o pensar, o dizer e o fazer. Ou seja, sendo a maçonaria uma proposta e o ser maçom uma opção, necessitamos estar atentos para colocar esta energia vibratória em ação através do estado de espírito interativo; interna e externamente, individual e coletivamente. É primaz que exista sincronismo e um imprescindível ajuste entre o conhecimento, a consciência e a vida que levamos.

Soubemos que há dois tipos de pessoas :
os que fazem;
e os que explicam porque não fizeram.
É da nossa ciência que um iniciado tem o dever de estar no primeiro grupo. Deve ser um cidadão de vanguarda, um formador de opinião, um ator, um protagonista ou, como denominamos :"um construtor social".

Quando éramos criança, lá nos tempos de piá / guri, combinávamos que "trato é trato" !!! queríamos com isto (mesmo que ingênuos da amplitude) dizer que, se combinar tem que cumprir, pois isto é disciplina !!!

Poderá algum incauto dizer : "Ah... mas os criminosos também têm disciplina, acordos e cumprem com o que dizem".

Verdade !!! terá razão quem assim disser.... mas, ATENTEM BEM ao grande diferencial :
uns estão no caminho do VICIO, outros buscam a evolução pelo conhecimento e prática das VIRTUDES.
Nós maçons não podemos ter a soberba e nem nos jactarmos superiores. Mas não podemos (por dever juramentado) nos olvidar de cumprirmos com os compromissos feitos e que nos levaram vitoriosos do porfiado combate entre o "bem e o mal"; donde saímos vitoriosos e comprometidos com uma vida futura alicerçada nos "sãos princípios da moral e da razão".

Tive o privilégio de ser iniciado muito jovem... fazem mais de 30 (trinta anos) que luto para que o mundo profano não influa sobre mim e que eu possa influir na sociedade... e na humanidade.

Confesso, não é fácil !!! Vivemos numa sociedade de consumo e num mundo capitalista. Muitas vezes presenciamos o equivoco da humanidade entre o "ser" e o "ter". Diante deste ledo engano devemos nos socorrer da docência maçônica para nela buscarmos força.
Já nos fora dito que de nós muitos "desafios nos seriam exigidos !!!"

Nossa ordem tem um caráter eminentemente disciplinador da nossa consciência. Pela hierarquia (sinônimo de respeito mútuo) e pelo estudo (sinônimo de conhecimento), passamos a entender e praticar o "BEM DISCERNIR".

Para bem discernir é primaz, primordial, que tenhamos uma bússola aferida. Nossa docência é como uma carta de navegação e nela estão apontados os objetivos que nos servem como um norte magnético a ser seguido individual e coletivamente.

Quando entendemos o que é ser mestre de nós mesmos ;
Quando identificamos, como iniciados, uma escala de valores da vida;
Quando não nos iludimos com a fugaz fragilidade da matéria e identificamos a eternidade do espírito,
Começamos a entender que o verdadeiro poder está dentro de nós mesmos. Entendemos, então, que liderar não é mandar, e sim comandar. Que liderar é uma arte de governar pela vontade do coletivo, e com motivação, para que todos se mantenham uníssonos em tal objetivo e a caminhada se realize ombro a ombro, lado a lado. Assim, tornamo-nos mestres de nós mesmos e sábios na convivência e em harmonia sem preterir os objetivos e desfrutando de novos horizontes.

Quando tudo isto acontece, aflora naturalmente o entendimento de que não somos parte da natureza e, sim, a própria natureza. Compreendemos e passamos a conceber, sincronizados com o macro, a efemeridade da matéria e a eterna mudança da forma de manifestar da vida !!! E, assim, veremos que entre o chegar neste plano e o partir há um espaço de tempo muito exíguo que necessita que seja aproveitado em harmonia, pois não haverá tempo para arrependimentos.

Sempre haverá espaço para sonhar... desde que nossos sonhos estejam consubstanciados no amor e na evolução do espírito;
Sempre haverá espaço para realizar... desde que a obra tenha sido criada pela Sabedoria, alicerçada na Força e adornada pela Beleza do Grande Arquiteto ou o Criador Incriado

... só não nos esqueçamos de que ninguém faz nada sozinho, nem mesmo a sua própria evolução, pois para tudo haverá a necessidade de convivermos com o habitat e contemplarmos nosso semelhante pois, pelo retorno dos nossos feitos, é que obteremos o justo salário de um obreiro da Arte Real.

Sinceramente, e de "Irmão para Irmão", desejo que pensem nisto..... pois creio piamente que uma reflexão sobre o assunto ajudará em muito mantermos a harmonia entre opensar, o dizer e o fazer.

Por derradeiro desejo que entendamos que :
"O CONHECIMENTO ADQUIRIDO E NÃO PRATICADO É TAL E QUAL O AGRICULTOR QUE ARA A TERRA E NÃO SEMEIA".

O Sonho e a Escada

Ir.'. Antônio do Carmo Ferreira



Não sei se é costume em todas as regiões do Brasil, o maçom dizer que “subiu um degrau na Escada de Jacó”, para externar sua alegria em receber “aumento de salário”.


Aqui, na região em que vivo e tenho vinculação com a Arte Real, é rotina dizer-se esta expressão, tanto na revelação da felicidade de quem foi elevado de grau, como nos discursos de saudação aos beneficiados.


Entendo que deverá ser muito denso o significado deste símbolo na maçonaria (1), diante de tanta ênfase que se lhe dá em seu uso ou ao se fazer a sua exegese, por mais superficial que seja a abordagem.


Não quero falar que a Escada de Jacó é importante, por haver sido admitida no Simbolismo Maçônico e, coincidentemente, ao mesmo tempo em que se inaugurava o primeiro Templo Maçônico, construído como tal e para esta finalidade – o Freemason’s Hall – inaugurado em 1776 (2), no oriente de Londres.


Nem desejo registrar, mas já registrando, a sua importância, porque esteja configurada no Painel da Loja de Aprendiz, elaborado por Willian Dight, em 1808 (3), onde a Escada de Jacó aparece, partindo da Bíblia aberta sobre o altar e alçando-se ao céu, que o alcança no clarão de uma estrela de sete pontas.


Todavia, como se percebe, mesmo sem querer me referir a uma Escada, já falei de duas. Uma, a do sonho de Jacó, cuja descrição vem do Velho Testamento (4). Outra, desenhada por Dight, que se reporta à primeira, mas com omissões e algumas inserções. Na Escada do sonho, ela está ligando a terra ao céu, e anjos, sobem e descem. Na Escada do Painel, ela está ligando a Bíblia do altar ao céu, sem anjos, mas com a introdução de fortes símbolos do cristianismo, quais sejam: a cruz da fé, a âncora da esperança, e o cálice do amor (o sangue do Filho de Deus, derramado em face do amor pela humanidade). (5)


O sonho, teve-o Jacó, e está totalmente narrado no Gênesis. O Senhor, na oportunidade, fala a Jacó de tudo de bom que lhe está reservado, tanto a Jacó quanto à sua descendência – o povo de Israel, nome este que substituiu o de Jacó, após sua luta com o anjo, episódio de que a Bíblia se ocupa no livro de Gênesis (6)


A conversa havida ao pé da Escada inspira o entendimento de uma contrapartida de Jacó e descendentes ao que o Senhor, seu Deus, lhe estava a garantir. Que aquele povo desse à vida o destino de encaminhar-se ao Altíssimo: (7) “uma peregrinação de retorno à Casa do Pai”, como séculos depois, Santo Agostinho ensinava a respeito da vida.

Parece-me não causar arrepios dizer que a maçonaria pensa desta forma, quando proclama a “prevalência do espírito sobre a matéria”. Pensamento este muito bem retratado na composição do compasso e esquadro, sendo este a matéria e aquele o espírito.

A vida, em seus aspectos menos tangíveis, é o mote principal da Ordem. O aperfeiçoamento do iniciado e seu exemplo na comunidade em que habita.. O cuidado com o bem-estar do próximo. O zelo pela família. A dedicação às coisas do amor fraternal. O adepto da maçonaria deve apresentar-se pelo bem que pode fazer.


A Escada de Jacó indica esta trajetória. No que se refere ao sonho, ela é utilizada pelos anjos (seres plenos de virtudes) em sua movimentação. O maçom deverá ser um construtor de templos à virtude. Ele mesmo será uma pedra que se poliu para ocupar espaço na construção. Ascender mais um degrau na Escada é estar mais perto do Criador. Significa dizer: possuir mais virtudes. A contrapartida ao que o Senhor ofertou a Jacó.


A Escada de Jacó, na concepção de Dight, que contém os símbolos da fé, da esperança e do amor, tem o chamamento do maçom a seu próprio aperfeiçoamento.


Se o maçom diz que subiu um degrau na Escada, tem convicção do que está dizendo, e acredita nisto, ele está declarando seu compromisso com esta prática de amar a Deus, pois está em seu caminho; de aperfeiçoar-se, porque é destinado a ser templo de Deus (8); e de amar ao próximo que é um estágio da Escada, que se encontra mais aproximado do Altíssimo.


Que o Grande Arquiteto do Universo conceda, sempre, aos irmãos maçons a força e o vigor suficientes para subirem, não somente um, porém vários degraus nesta desafiadora “escada”, com a qual sonhou Jacó e na qual a maçonaria se inspira a cada instante.
***********
Sobre o autor: Antonio do Carmo Ferreira é Grão Mestre do Grande Oriente Independente de Pernambuco (COMAB), Presidente e fundador da Associação Brasileira de Imprensa Maçônica (ABIM) e um dos mais fecundos escritores maçônicos da atualidade entre outras..

RECURSOS BIBLIOGRÁFICOS

(1) “A Escada de Jacob é alegoria de origem bíblica e designa a escada que Jacob viu em sonho, a qual simbolizava a providência e cuidado especial de Deus por Jacob; os anjos levavam suas orações e necessidades ao trono de Deus e desciam com as bênçãos divinas; em Maçonaria ela é representada sobre o círculo entre paralelas verticais e tangenciais, tendo no topo, uma estrela de sete pontas, como símbolo da ligação do iniciado com Deus, através da ascensão na escada iniciática”. José Castellani, no livro Dicionário Etimológico Maçônico, vol. DEFG, pág. 59, Editora A Trolha, Londrina/PR..
(2) “Naquele ano foi pintado um Painel... tudo leva a crer que o irmão Pintor... acrescentou também a Escada de Jacó, que desde alguns anos antes já vinha sendo ensinado nas Lojas. Lendo Machey, vemos que no rito de York, a Escada não era um Símbolo original, tendo sido introduzido por Dunckerley em 1776, época em que Priston iniciou suas LEITURAS. O que vem a comprovar, é que, até aquela data, a Escada de Jacó ainda não era um Símbolo Maçônico. No Rito Escocês Antigo e Aceito, ela entrou pelas mãos de Miguel André de Ransay, que era um ardoroso defensor dos Stwarts, transformando em símbolo maçônico a Escada Mística dos Mistérios Mitraicos.” Francisco de Assis Carvalho no livro “Símbolos Maçônicos e suas origens”, págs. 135, 136 e 137, Editora A Trolha, Londrina/PR..
(3) “Willian Dight, um maçom inglês, pintor, em 1808 elaborou três Painéis sobre lona, como era de uso na época.” Rizzardo Da Camino no livro “Os Painéis da Loja de Aprendiz” pág. 109, Editora A Trolha. Na pág. 110 da mesma obra, está reproduzido o painel onde se encontra o desenho da Escada de Jacó.
(4) Gênesis 28:10 – 17
(5) I Cor 13:13
(6) Gênesis 32: 28
(7) Gênesis 28:20 – 22
(8) I Cor 6: 19

Um Estranho Visitante

Texto do Irmão Jaime B. de Oliveira.


Quando o Mestre de Cerimônias anunciou que a Loja estava composta, tudo fazia crer que naquela noite os trabalhos desenvolvidos pelos obreiros ali presentes, correriam dentro da normalidade, que habitualmente norteava os trabalhos de tal oficina.
Porém, a "normalidade" reinante nos trabalhos ali executados, diferenciava bastante da exigida e necessária não só numa sessão maçônica, mas também comportamento dos Irmãos que compunham o quadro de obreiros daquela Loja.
Há algum tempo que tal Loja estava dividida em grupos, cujas opiniões e pontos de vistas eram sempre divergentes. As sessões acabavam sempre com trocas de insultos e ofensas entre Irmãos. Quando um deles de posse da palavra atacava outros Irmãos, era aplaudido pelos que o apoiavam e vaiado pelos que compunham os grupos atacados. O Venerável Mestre, sempre confuso e por fora dos assuntos, não tinha pulso para controlar a situação, o que permitia que os trabalhos transformassem numa verdadeira bagunça.
Os grupos eram formados por Irmãos de uma mesma classe social, formando um universo só deles, com barreiras intransponíveis, isolando-se dos demais grupos de Irmãos. Havia o grupo dos médicos, dos doutores da lei, dos professores, dos banqueiros, dos comerciantes, dos políticos, os quais é claro, só apareciam em Loja na época de eleições, furando o bloqueio dos demais grupos, a fim de garantir alguns "votinhos". Afinal, pensavam eles, todos são Irmãos (especialmente em épocas de eleições).
Além destes, havia também outros grupos, como o dos proletários, ou "peões", como eram chamados os humildes assalariados. Sempre menosprezados pelos demais, os "peões" nunca ocupavam cargos em Loja, sendo somente lembrados quando algum trabalho deveria ser executado, é claro que tais trabalhos eram manuais, como por exemplo, limpar a Loja, pintar o muro, consertar os banheiros ou carregar alguma coisa. Nas festas eram sempre os "churrasqueiros" ou garçons e, claro, sempre os responsáveis pela limpeza ao término da festa.
Afinal, diziam eles, peão é para estas coisas mesmo. Se querem gozar do privilégio de conviver com pessoas "superiores" , tem que contribuir com alguma coisa, e como proletário pouco tem a oferecer, (embora fossem os únicos que andassem em dia com a tesouraria), que pelo menos trabalhem.
Os trabalhos da Loja eram abertos e encerrados com um só "golpe de malhete", a ritualística fora esquecida, a freqüência era baixa, o tempo de estudos há muito não era executado e a fraternidade quase não existia, sendo que os Irmãos até chamavam-se entre si de "primos", a única filantropia que praticavam era nas proximidades do natal, quando faziam algumas cestas com alimentos para serem distribuídas aos necessitados, que os próprios Irmãos se encarregavam de distribuir, é claro, aos seus empregados e serviçais, fazendo assim a "filantropia marrom", ou seja, utilizando-se dos recursos da Loja para agradar a quem os serviu de alguma forma durante o ano.
Para os Irmãos, ou melhor, para os "primos" daquela Loja, tudo era normal. Entretanto, a reunião daquela noite não seria uma reunião "normal", tanto que todos os obreiros estavam presentes, fato ali jamais registrado, embora ninguém tivesse disto percebido, pois havia Irmãos que nem se conheciam.
Tudo estava pronto para o início de mais uma sessão. Todos revestidos de suas insígnias! embora as alfaias usadas não dessem tal impressão.
Tinha gente com sapatos brancos, micro balandraus, aventais sujos, ternos claros com gravatas em cores berrantes, tudo em desacordo com qualquer regra ou regulamento.
A sessão ia iniciar. E como de praxe, foi aberta num só golpe de malhete.
Ora, para que perder tempo com ritualística e outras baboseiras, pensavam eles, afinal temos coisas mais importantes para nos preocupar.
O Balaústre foi lido rapidamente pelo Secretário, enquanto os demais presentes, ausentes a leitura, cochichavam outros assuntos. Em meio a leitura, ouviram três pancadas na porta do templo, sendo que de imediato o Cobridor Externo abriu a porta, mandando o recém chegado entrar sem formalidades, assinar o livro e sentar-se, a fim de não atrasar a leitura do balaústre. Tal procedimento ali era normal, sendo que o cobridor nem percebeu que o recém chegado não era do quadro e sim um visitante. Não havia Expediente e o Saco de Propostas e informações fez seu giro sem produzir nenhuma coluna gravada.
Passou-se então a Ordem do Dia, momento por todos esperados, pois certamente um assunto polêmico seria apresentado e mesmo que o assunto não fosse polêmico, eles o tornariam.
E não deu outra. Como sempre ali acontecia, imperou a bagunça, Irmãos ofendiam a Irmãos que discordavam de seus pontos de vistas, e um coro de vaias a aplausos a todo instante era ouvido.
O visitante atônito a tudo assistia, incrédulo no que ali estava acontecendo. Após uma longa discussão, o assunto foi deixado sobre malhete para ser resolvido em outra oportunidade. Foi então que o Venerável percebeu que o Secretário nervosamente fazia-lhe sinais querendo comunicar alguma coisa, e deu-lhe a palavra.
- Venerável, achei no meio do livro de atas uma carta ainda fechada da Grande Loja, cujo carimbo do selo é de três meses passados e no envelope têm o carimbo de "urgente", não sei como ela veio aqui parar, talvez num dos dias em que faltei, alguém a colocou dentro do livro e ali ficou esquecida, se o Venerável consentir, embora fora de ordem, eu a lerei para a oficina.
O Venerável concordou, iniciando o Secretário a leitura:
- "Serve a presente para comunicar a todas as Lojas que o nosso Grão Mestre teve uma visão, na qual fora ele avisado que próximo está o Dia do Juízo Final, que um enviado da Grande Loja do Céu, ao Oriente Eterno, descerá à terra para os preparativos, e que o mesmo deverá visitar as Lojas a fim de discutir com os Irmãos tal evento, e blá, blá, blá, blá, blá, blá.
Ao terminar a leitura o silêncio era total (coisa ali pouco comum). Os Irmãos olhavam-se entre si, sem saber o que dizer ou fazer, até que alguém de uma das colunas levantou-se dizendo:
- Não acho justo, Venerável Mestre, esta atitude tomada pela Grande Loja do Céu de mandar um enviado à terra assim às pressas, a coisa não pode ser deste jeito, é necessário um tempo para a nossa preparação, para que possamos por um pouco de ordem na casa. Não estamos aqui a disposição da Grande Loja do Céu para que um enviado seu aqui venha em data por eles marcada para discutirmos o Juízo Final. Se formos os "justos e perfeitos" da terra, podemos e devemos solicitar um adiamento de tal evento, para que tenhamos tempo de melhor nos prepararmos.
- De acordo, bradou outro irmão, assim poderemos fazer as pazes com os Irmãos com que estamos brigados e também praticar um pouco de filantropia de verdade, o que não fazemos a algum tempo. Além do mais, estou saindo de férias e pretendo viajar pela Europa, ora, se o juízo final for agora, serei prejudicado, afinal faz uns bons anos que estou planejando esta viagem, portanto creio que o adiamento será uma boa.
-Também estou de acordo, disse um dos proletários, (coisa rara, pois eles normalmente ficavam sempre quietos), justo agora que vou ser promovido na firma onde trabalho vem esta de Juízo Final, ora, o mundo que acabe noutra época. Vamos nos unir e dar um jeito de evitar tal coisa.
- Concordo com o Irmão, disse o orador. Sugiro que enviemos uma prancha a nossa Grande Loja solicitando o adiamento do Dia do Juízo Final, bem como a vinda desse Enviado da Grande Loja do Céu, pois poderemos terminar nosso templo, fazer uma creche ou um orfanato, reativar a Fraternidade Feminina e os LOWTONS - Entidade Paramaçônica Juvenil - , que deixamos e até incentivamos que acabassem e, sobre tudo, por um pouco de ordem em nossa Loja , pois assim tenho certeza que ganharemos alguns "pontinhos" com o pessoal lá de cima.
- E como o nossa Grande Loja entrará em contato com a Grande Loja do Céu? perguntou o Secretário.
- Ora, disse o Tesoureiro, isso é um problema deles, pagamos tantas taxas que uma delas é para o contato com a Grande Loja do Céu.
A questão foi colocada em votação e o Mestre de Cerimônias, levantando-se, contou os votos e disse:
- Por unanimidade Venerável Mestre!
Unanimidade??!!! Ora, há muito tempo que esta palavra não era ali proferida.
Foi então que o Venerável Mestre percebeu que um dos presentes não tinha levantado a mão, corrigindo então o Mestre de Cerimônias.
- Pela maioria não, meu irmão, um dos obreiros não concordou com a idéia.
Portanto não foi ainda desta vez que ali houvesse unanimidade em alguma coisa.
Intrigado, o Venerável Mestre coçou os olhos, limpou os óculos, e fixou bem os olhos naquele Irmão que não levantara a mão, tentando lembrar o seu nome. Não conseguindo, chamou o Primeiro Diácono indagando-lhe o nome daquele Irmão, sendo que o Primeiro Diácono disse que não o reconhecia.
O Venerável perguntou a outros Irmãos que estavam no Oriente, e nenhum deles reconhecia tal obreiro. Todo atrapalhado pediu ao Irmão que se levantasse, e perguntou-lhe:
- Sois membro desta Loja?
-Não! respondeu o visitante.
-Um visitante! disse baixinho o Orador, justo um visitante vem discordar de nossas idéias! Façamos um telhamento nele! exigiu.
Sem saber o que fazer, o Venerável iniciou um telhamento todo confuso.
- Vieste de uma Loja justa e perfeita?
- Vim de uma imensa Loja, onde somente entram os justos e perfeitos, e impera o amor e a fraternidade! respondeu o visitante.
- E São João? A Loja é de São João? perguntou todo confuso o Venerável, tentando achar no ritual a página onde estava o telhamento, não a achando, o que o deixava ainda mais confuso e nervoso.
- Ah, João! Ele está ficando um gozador de mão cheia, pois foi ele que me convenceu a iniciar meu trabalho nesta Loja, dizendo-me que aqui encontraria a fraternidade, estaria entre homens justos e perfeitos, defensores da moral e dos bons costumes. Acho que João não está bem informado das coisas, pois não vi aqui nada do que ele me falou.
Todo confuso e cada vez mais nervoso, sem conseguir achar a página que queria do ritual e sem se lembrar do telhamento, voltou o Venerável a perguntar:
- E as virtudes? Cavam masmorras ao vício, lá de onde viestes?
- Como já disse, vim de um lugar de homens justos e perfeitos, que para lá entrarem cavaram aqui na terra masmorras ao vício e levantaram templos à virtude, coisas que esperava, que vocês aqui na terra estivessem fazendo, e pelo que vejo que não fizeram. Virtudes pelo menos, aqui não vi nenhuma, e também não estão cavando masmorras ao vício, pois os cinzeiros da Sala dos Passos Perdidos estão cheios de cotos de cigarros. Se não são capazes de afastar do mais simples dos vícios, que diria dos outros?
- Retiro-me entristecido, continuou o visitante, pois aqui esperava encontrar verdadeiros homens de bem, de uma causa nobre e justa.
Esqueceram vossos juramentos e compromissos, sua sublime doutrina e ensinamentos foram trocados por paixões pessoais, orgulho e ganância. Desonraram vossos antepassados destruindo o que de bom eles fizeram.
De vós tenho pena.
Terminando de falar, dirigiu-se às colunas, fez os cumprimentos, voltou-se às portas, que sozinhas se abriram e sozinhas se fecharam.
Somente neste instante, perceberam que o estranho visitante vestia-se de branco e suas alfaias eram douradas.
Ante ao espanto geral, o Venerável pediu ao Chanceler para ver no Livro dos Visitantes de onde veio e qual o nome daquele estranho.
Atônito, o Chanceler leu na página do livro:
- Nome: Jesus Cristo, Mestre dos Mestres, Venerável da Grande Loja do Céu, localizada no Oriente Eterno.
E A VOSSA LOJA ESTA PREPARADA PARA RECEBER ESTE ILUSTRE VISITANTE ???

Ao Maçom adormecido!

“Tu, pois, que ensinas a outrem não te ensinas a ti mesmo?”
(Romanos, 2:21)




“Estar adormecido” Significa o maçom afastado de sua Loja.


Cremos, porém que esse “adormecer” tem várias nuances, como por exemplo: “estar sonolento”, nem desperto nem em sono.


O maçom que se afasta de seus Irmãos e de sua Loja estará dando um passo impensado e cruel, uma vez que, com sua ausência, atingirá toda a Loja, rompendo a Cadeia de União, por ser ele um elo indispensável; sua ausência “enlutará” sua comunidade.


O maçom afastado sofre desgaste espiritual; mesmo que não se dê conta disso, o seu templo interior estará vazio e, assim, não poderá louvar o Criador do Universo.


Mesmo que surjam divergências entre os Irmãos, o afastamento prejudicará a quem se afasta; os demais suprirão a ausência com a admissão de novos candidatos.


Necessitamos do convívio permanente. Se estiver afastado, por qualquer motivo, retorne e será devidamente qualificado em todos os pontos da Maçonaria e encontrará uma plêiade de Irmãos prontos a recebê-lo e abraçá-lo, dizendo: Entre, tomai vosso assento. Nós esperávamos por vós...!


Não interrompa o destino; participe da corrente da Fraternidade. Será tão difícil olharmos nos olhos de nossos Irmãos e dizermos humildemente? “Perdão, eu me excedi, voltemos a viver fraternalmente no seio da Maçonaria?”

A prudência e o interesse de nossas Corporações Filosóficas, Academias, Lojas de Pesquisas, CÍRCULOS HERMÉTICOS, etc, lhes impõe o rigoroso dever de exigir a regularidade do candidato em suas Lojas Simbólicas, vetando a participação em seus Mistérios ao Obreiro (placetado) ou a coberto por falta de pagamento de suas obrigações junto a tesouraria de sua loja.
Venham os que realmente além de serem dignos da acolhida, sejam “regulares” consoantes às regras maçônicas, capazes de contribuir ao fim proposto.


(Regular,sinônimo de obediência, de cumprimento dos deveres que aceitou). Regularidade Maçônica faz com que como filiado de uma potência e Loja regular esteja amparado espiritualmente e reconhecido por toda a Fraternidade Universal.

Assim será filiado (readmitido) e não mais “tolerado” como ex-Obreiro, mas sim RECONHECIDO como Irmão.


Volte a ser participante do grupo, mas doravante participe ativamente, esteja presente quando um Irmão precisar de sua ajuda; saiba usar as palavras certas de apoio e de estímulo, no momento certo; saiba respeitar o espaço do outro; saiba escutar e ajudar; se tiver de criticar, que seja com educação e bom senso, respeitando a opinião do outro; discorde sem magoar.


Lembre-se que do outro lado alguém vai ler, refletir, tirar ensinamentos, seguir nosso conselho, nossa sugestão, isso se estiver conforme.


Entenda que somos uma comunidade de Irmãos e amigos e que esta amizade pode deixar de ser virtual e transformar-se em real. Enfim, participar de uma lista de discussão, de um círculo hermético, é plantar uma semente que irá crescer e dar frutos e receber amor.


O Grande Arquiteto do Universo que tudo fez; que tudo sabe e que tudo vê; que me fez Maçom, porque não me fiz, nem sequer me tornei – simplesmente sou – porque ELE o quis e os meus irmãos então me reconheceram como tal!


Somos simples elos – parte de um todo que se faz UM – um por todos e em cada um. Vejo em mim esta Força magna brotando intacta, surgindo, crescendo, fazendo-me Força, tornando Bela a vida que trago em meu corpo, em meu ser pequeno; tão grande contudo, feito a cinzel, esquadro e compasso, nível e prumo, alavanca, régua e maço, talhado, trabalhado passo a passo em viagens, leituras, trabalhos... Devo embeber-me do espírito da Fraternidade!


E olho para o lado, vejo Irmãos. Às vezes os vejo – às vezes não os reconheço. Deixo de vê-los, às vezes, porque nos tornamos pequenos demais frente à grandeza da Ordem que representam. Nem os percebo quando a tolerância deixa de ser norma de conduta, quando querem provar que são cultos e superiores aos demais imaginando que suas opiniões, crenças e opções são as melhores. Os Irmãos já notaram que muitos acham ter muito a ensinar aos outros? E que, em geral, quase não se dispõem a ouvir?


Dão opiniões sobre tudo, impõem seu modo de ver, de pensar, de deliberar. Nem os noto quando a Caridade em seu sentido maior se vê substituída pela Vaidade, pela rigidez excessiva, que obedece mais o desejo de autoridade que à verdadeira busca espiritual.


É o profano que passou pela Câmara de Reflexão e não morreu, ingressou na Maçonaria, mas não renasceu, pois o espírito dela, sua filosofia, não entendeu. Passou o dia em brancas nuvens, não serviu e nem viveu...!


Quero vê-los, mas não consigo.


Quero senti--los, mas eles se fizeram tão longe. Longe demais para estender a mão.

Tarde demais para senti-los IRMÃOS!

Valdemar Sansão
MM- Orde São Paulo
Agosto de 2011

A Conduta do Maçom

Qual o estado de ânimo do maçom ao chegar a Loja?

1º - Cumprimentar seus irmãos com alegria e ser amável ao abraçar cada um, demonstrando a satisfação em participar daquela reunião.
2º - Se necessário, ajudar na preparação da loja e aproveitar a oportunidade para ensinar aos aprendizes os porquês de cada objetivo e seu significado.
3º - Procurar cumprir e estimular os Irmãos para que a reunião tenha início no horário previsto.
4º - Abandonar os problemas ditos "profanos" antes de entrar na sala dos passos perdidos.
5º - Tudo o que for realizar, faça com amor e gratidão, pois muitos desejariam estar participando e não podem.
Lembre-se: MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ (SABER-QUERER- OUSAR-CALAR)

Voce pretende ir à Loja hoje?

1º - Sua participação será sempre mais positiva quando seus pensamentos forem mais altruísticos.
2º - Participação positiva será daquele que, com poucas palavras, conseguir contribuir muito para as grandes realizações.
3º - Ao falar, passe pelo crivo das "peneiras", seja sempre objetivo e verdadeiro em seu propósito. Peneiras: 1) Verdade 2) Bondade 3) Altruísmo.
4º - Às vezes um irmão precisa ser ouvido; dê oportunidade a ele para manifestar-se.
5º - Falar muito quase sempre cansa os ouvintes e pouco se aproveita. Fale pouco para que todos possam absorver algo de importante e util que você tenha a proferir.

Entendendo meus irmãos.

1º - Eu não posso e não devo fazer julgamentos precipitados daqueles que comigo convivem.
2º - Estamos todos na escola da vida aprendendo a relacionar-nos uns com os outros, e o discernimento é diferente de pessoa para pessoa.
3º - Quanta diversidade existe nas formações individuais. Desejar que o meu Irmão pensa como eu é negar a sua própria liberdade. Caso deseje fazer proposta, primeiro converse com o secretário da Loja e verificar se o assunto é pertinente ao momento da Sessão.
4º - Temos a obrigação de orientar, ensinar, mas nunca impor pontos de vista pessoais inerentes ao nosso modo de ver, sentir e reagir.
5º - Não é por acaso que nos é sempre cobrada a tolerância. Devo aprender a ser tolerante primeiro comigo mesmo e, então, estende-la aos demais.

Dia de reunião! Voce já sabe o que tem a fazer?

1º - Hoje é dia de reunião, vou dar uma lida no meu ritual para não esquecer os detalhes!
2º - Mesmo que eu já saiba de cor o ritual, não devo negligenciar meu cargo ou minha função em Loja.
3º - Se o irmão cometer alguma falha, corrija: se possível, com discrição, sem fazer disso motivo de chacota e gozação.
4º - Quando a cerimônia é desenvolvida por todos de forma consciente e com amor, todo o ambiente reflete a atmosfera de paz e tranqüilidade entre todos.
5º - O ritual deve ser cumprido em todos os seus detalhes. Quando participado com boa vontade, tudo fica mais belo, sem falhas, sem erros, proporcionando um bem estar geral.

Como devo me apresentar em loja?

1º - O templo é o lugar onde acontece a reunião dos Irmãos imbuídos do desejo de evoluir e contribuir para a evolução dos demais.
2º - Valorizar a reunião, apresentar-se com sua melhor roupa, ou seja: Despido de toda maldade, manter os pensamentos nobres e altruísticos, valorizando cada Irmão e cumprindo com todas as regras existentes.
3º - Traje limpo, com bom aspecto, revela a personalidade de quem o usa e influenciará diretamente no relacionamento entre os participantes daquela reunião. Tomemos cuidado, pois!
4º - Aquele que é fiel no pouco será fiel no muito, aquêle que é infiel no pequeno será igualmente infiel no grande. Cuidado com os relapsos, eles não respeitam nem a si próprio!
5º - Bom seria que todos fossem responsáveis; cabe a cada um de nós criticar construtivamente, visando sempre ao progresso do Irmão imaturo cujo comportamento nos causa constrangimento.

Elegância.

1º - Como é gratificante constatarmos a elegância de um Irmão; verificar em seu comportamento a expressão de uma educação fina e irrepreensível.
2º - É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
3º - A elegância deve nos acompanhar desde o acordar até a hora de dormir; devemos manifestá-la sempre, nos mais simples relacionamentos, onde não existam fotógrafos nem câmeras de televisão.
4º - Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando para só depois mandar dizer se atende.
5º - Se os amigos, os Irmãos, não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfruta-la. Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe, não é frescura. É A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO. ..

O Iniciado

1º - Quando vossos olhos se abriram para a verdadeira luz, uma infinidade de objetos, novos para o vosso entendimento, atraiu a vossa atenção.
2º - As diversas circunstâncias que rodearam a vossa recepção, as provas a que fostes submetidos, as viagens que vos fizeram efetuar e os adornos do templo em que vos encontraste, tudo isso reunido deveria ter excitado a vossa curiosidade, e para satisfazê-la não há outro caminho senão o da busca do conhecimento e da verdade.
3º - A maçonaria, cuja origem se perde na noite dos tempos, teve sempre por especial escopo agremiar todos os homens de boa vontade que, convencidos da necessidade de render sincero culto à virtude, procuram os meios de propagar o que a doce e sã moral nos ensina.
4º - Como esses homens desejam trabalhar nessa obra meritória com toda tranqüilidade, calma e recolhimento, reúnem-se para isso nos Templos Maçônicos.
5º - Os verdadeiros Maçons trazem constantemente na sua memória não somente as formas gráficas dos símbolos maçônicos, como, e muito principalmente, as grandes verdades morais e científicas que os mesmos representam. Sejamos então todos verdadeiros.

Livre e de bons costumes.

1º - Para que um candidato seja admitido à iniciação, a maçonaria exige que ele seja "livre e de bons costumes".
2º - Existindo os servos, durante a idade média, todas as corporações exigiam que o candidato a Aprendiz para qualquer ofício tivesse nascido livre", visto que, como servo ou escravo, ele não era dono de si mesmo.
3º - De bons costumes por ter orientado sua vida para aquilo que é mais justo, mais elevado e perfeito.
4º - Essas duas condições tornam o homem qualificado para ser maçom e com reais possibilidades de desenvolver- se a fim de tornar-se um ser perfeito.
5º - Verdadeiro Maçom é: "Livre dos preconceitos e dos erros, dos vícios e das paixões que embrutecem o homem e fazem dele um escravo da fatalidade.

O que não devo esquecer.

1º - A maçonaria combate a ignorância, de todas as formas com que se apresenta.
2º - Devo cultivar o hábito da leitura para enriquecer em conhecimento, ajudar de forma consciente todos aqueles que estão a minha volta.
3º - Estar atento e lembrar sempre a meus irmãos que um maçom tem de ter uma apresentação moral, cívica, social e familiar sem falhas ou deslize de qualquer espécie.
4º - Não esquecer: as palavras comovem, mas os exemplos arrastam! Tenho, como Maçom que sou, de servir sempre de exemplo, em qualquer meio que estiver.
5º - Lutar pelo princípio da eqüidade, dando a cada um, o que for justo, de acordo com a sua capacidade, suas obras e seus méritos.

O tronco de beneficência.

1º - Possui várias denominações, como: Tronco de solidariedade, de Beneficência, dos Pobres, da Viúva, etc.
2º - A segunda bolsa é conduzida pelo Hospitaleiro, que também faz o giro, obedecendo a hierarquia funcional; oferece a bolsa aos Irmãos sem olhar para a mão que coloca o óbolo.
3º - Contribuir financeiramente para a beneficência é um dos deveres mais sérios de todo maçom, uma vez que, junto com o seu óbolo, lança os "fluidos espirituais" que o acompanham, dando afinal muito mais que os simples valores materiais.
4º - "Mais bem aventurado é o que dá, do que o que recebe", é um preceito bíblico que deve estar sempre em nossa mente.
5º - Quando colocamos o nosso óbolo, devemos visualizar o destinatário, enviando-lhe nosso carinho e votos de prosperidade.
Simples, não ? por quê alguns complicam tanto a nossa Sublime Instituição ? caso algum Ir.'. tenha a resposta, envie por e-mail !

TFA

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Advogado: Doutor por excelência



Parabéns Pelo Seu Dia


O Direito é a ciência das normas que regulam as relações entre os indivíduos na sociedade. Quando essas relações não funcionam dentro das normas estabelecidas, entra o trabalho do advogado, que é o de nortear e representar clientes em qualquer instância, juízo ou tribunal. Advogar é uma das opções do bacharel em Direito. A outra é a carreira Jurídica. O advogado pode defender interesses de pessoas ou de instituições, privadas ou públicas. Pode especializar-se em Direito Administrativo, Civil, Comercial, da Criança e do Adolescente, Ambiental, Internacional, Penal ou Criminal, Trabalhista ou Previdenciário e Tributário.

O título de doutor foi concedido aos advogados por Dom Pedro I, em 1827. Título este que não se confunde com o estabelecido pela Lei nº 9.394/96 (Diretrizes e Bases da Educação), aferido e concedido pelas Universidades aos acadêmicos em geral.

A Lei de diretrizes e bases da educação traça as normas que regem a avaliação de teses acadêmicas. Tese, proposições de idéias, que se expõe, que se sustenta oralmente, e ainda inédita, pessoal e intransferível. Assim, para uma pessoa com nível universitário ser considerada doutora, deverá elaborar e defender, dentro das regras acadêmicas e monográficas, no mínimo uma tese, inédita. Provar, expondo, o que pensa.

A Lei do Império de 11 de agosto de 1827: “ cria dois cursos de Ciências Jurídicas e Sociais; introduz regulamento, estatuto para o curso jurídico; dispõe sobre o título (grau) de doutor para o advogado”. A referida Lei possui origem legislativa no Alvará Régio editado por D. Maria I, a Pia (A Louca), de Portugal, que outorgou o tratamento de doutor aos bacharéis em direito e exercício regular da profissão, e nos Decreto Imperial (DIM), de 1º de agosto de 1825, pelo Chefe de Governo Dom Pedro Primeiro, e o Decreto 17874A de 09 de agosto de 1827 que: “Declara feriado o dia 11 de agosto de 1827”. Data em que se comemora o centenário da criação dos cursos jurídicos no Brasil. Os referidos documentos encontram-se microfilmados e disponíveis para pesquisa na encantadora Biblioteca Nacional, localizada na Cinelândia (Av. Rio Branco) – Rio de Janeiro/RJ.

A Lei 8.906 de 04 de julho de 1994, no seu artigo 87 (EOAB – Estatuto da OAB), ao revogar as disposições em contrário, não dispôs expressamente sobre a referida legislação. Revoga-la tacitamente também não o fez, uma vez que a legislação Imperial constitui pedra fundamental que criou os cursos jurídicos no país. Ademais, a referida legislação Imperial estabelece que o título de Doutor é destinado aos bacharéis em direito devidamente habilitados nos estatutos futuros. Sendo assim, basta tecnicamente para ostentar o título de Doutor, possuir o título de bacharel em direito e portar a carteira da OAB, nos termos do regulamento em vigor.

O título de doutor foi outorgado pela primeira vez no século XII aos filósofos – DOUTORES SAPIENTIAE, como por exemplo, Santo Tomás de Aquino, e aos que promoviam conferências públicas, advogados e juristas, estes últimos como JUS RESPONDENDI. Na Itália o advogado recebeu pela primeira vez título como DOCTOR LEGUM, DOCTORES ÉS LOIX. Na França os advogados eram chamados de DOCTORES CANONUM ET DECRETALIUM, mais tarde DOCTORES UTRUISQUE JURIS, e assim por diante em inúmeros outros países. Pesquisa histórica creditada ao digníssimo Doutor Júlio Cardella (tribuna do Advogado, 1986, pág.05), que considera ainda que o advogado ostenta legitimamente o título antes mesmo que o médico, uma vez que este, ressalvado o seu imenso valor, somente recebeu o título por popularidade.

E mais além, para àqueles que a Bíblia detém alguma relevância histórica, são os juristas, àqueles que interpretavam a Lei de Móises, no Livro da Sabedoria, considerados doutores da lei.

Não obstante, o referido título não se reveste de mera benesse monárquica. O exercício da advocacia consubstancia-se essencialmente na formação de teses, na articulação de argumentos possíveis juridicamente, em concatenar idéias na defesa de interesses legítimos que sejam compatíveis com o ordenamento jurídico pátrio. Não basta, portanto, possuir formação intelectual e elaborar apenas uma tese. “Cada caso é um caso”. As teses dos advogados são levadas público, aos tribunais, contestadas nos limites de seus fundamentos, argumentos, convencimento, e por fim julgadas à exaustão. Se confirmadas pela justiça, passam do mundo das idéias, para o mundo real, por força judicial. Não resta dúvida que a advocacia possui o teor da excelência intelectual, e por lei, os profissionais que a exercem devem ostentar a condição de doutores. É o advogado, que enquanto profissional do direito, que deve a si mesmo o questionamento interior de estar à altura de tão elevada honraria, por mérito, por capacidade e competência, se distinto e justo na condução dos interesses por Ele defendido. Posto que apreendemos no curso de direito que uma mentira muitas vezes dita aparenta verdade. Mas na sua essência será sempre mentira.

Não é difícil encontrar quem menospreze a classe dos advogados, expurgando dos seus membros o título legítimo de Doutor. Mas é inerente a capacidade intelectual compreender que o ignorante fala, e só, nos domínios dos conhecimentos seus, e, portanto, não detém nenhum domínio. Apenas energia desperdiçada inutilmente! A jóia encravada no seu crânio é estéril.

As razões de direito e argumentos jurídicos aduzidos, fincam convicção de que ostentar o título de doutor, para o advogado é um direito, e não uma mera benevolência. Tal raciocínio nos conduz a conclusão de que o título acadêmico e o título dado à classe advocatícia não se confundem, possuem natureza diversa. E sustentar qualquer um dos dois é sem dúvida um ato de imensa coragem e determinação. Exige do ser humano o mínimo de capacidade intelectual em concatenar idéias, assimilar conhecimentos, fatos e atos, correlacionar, verbalizar, o todo, a parte… etc. Melhor ir além…e no caso do advogado, sem dúvida, exige mais… independência de caráter, isenção, continuidade, credibilidade, responsabilidade. Aos doutores advogados por tanto e tanto, deve-se, seguramente, elevada estima e grande consideração, por entregarem suas vidas profissionais à resolução de conflitos de interesses, dando muitas vezes a casos insolúveis, admirável solução.

Fonte: www.oab.org.br

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Os 5 Estágios de Uma Vida Maçônica

Existem cinco estágios em uma vida maçônica.




O primeiro estágio é aquele em que um profano é iniciado, e quase ninguém na potência e ou nas lojas Irmãs sabe o nome dele.

No segundo estágio, o Irmão começa a ficar conhecido dentro da(s) Loja(s) e seu sobrenome passa a ser o nome da Loja que pertence.

Por exemplo, José Gripino da Loja “ Progresso”.

No terceiro estágio, o Irmão passa a ser conhecido fora da Loja e na sociedade maçônica , e o nome da Potência se transforma em sobrenome.

Ex.: José Gripino do GOB

No quarto estágio, é acrescentado um título hierárquico ao nome dele.

Ex...: José Gripino, Venerável da Loja Progresso do GOB

Finalmente, no quinto estágio, vem a distinção definitiva. Irmãos que mal conhecem o Irmão José Gripino passam a se referir a ele como "o meu Irmão José Gripino, Venerável da Loja Progresso do GOB ".

Esse é o momento em que um Irmão se torna, mesmo contra sua vontade, um "Irmão profissional”.

Existem algumas diferenças entre um Irmão que é irmão e um Irmão profissional.
Irmãos que são Irmãos trocam sentimentos. Irmãos profissionais trocam elogios.
Uma irmandade dura para sempre..

Uma irmandade profissional é uma relação de curto prazo e dura apenas enquanto um estiver sendo útil ao outro.

Irmãos de verdade perguntam se podem ajudar.

Irmãos profissionais solicitam favores.

Irmãos de verdade estão no coração.

Irmãos profissionais estão em uma planilha..

É bom ter uma penca de Irmãos profissionais.

É isso que, hoje, chamamos relacionamento, um círculo na irmandade puramente profissional.

Mas é bom não confundir uma coisa com a outra.

Irmãos profissionais são necessários.

Irmãos de verdade, indispensáveis.

Algum dia, e esse dia chega rápido, os únicos irmãos com quem poderemos contar serão aqueles poucos que nos aceitaram ou que aceitamos quando a irmandade era coisa de início e ainda não éramos conhecidos pelo nome, somente como um Amigo que se tornou Irmão....

"Quando você ajuda alguém a subir a montanha, alcança o topo também."