quarta-feira, 3 de março de 2010

Será? Tenho Minhas Dúvidas


A Maçonaria tem por princípios a tolerância mútua, o respeito dos outros e de si mesmo e a liberdade absoluta de consciência. Considera as concepções metafísicas como sendo do domínio exclusivo da apreciação individual dos seus membros e por isso se recusa a toda a afirmação dogmática. Combate a tirania e a ignorância e neste contexto, tudo o que aqui se diz e apresenta, procura ilustrar publicamente os prícípios do livre pensamento e do respeito universal pelos direitos de cada indivíduo colectiva e individualmente. Assim, este espaço dirige-se a maçons e a não-maçons, sendo todas as opiniões recebidas com agrado e respeitadas por igual.

A FREQÜÊNCIA AOS TRABALHOS

A PARÁBOLDA DO PASTOR E O FIEL
As parábolas sempre ilustram com muita força e até com certa dramaticidade os ensinamentos morais. A freqüência dos irmãos aos trabalhos é um dos itens constantes de todas as pautas das reuniões.
Há os que não vão aos trabalhos da oficina, porque acham que a mesma nada mais tem a lhes ensinar. São os presunçosos. Se forem telhados, não sabem fazer o sinal de Aprendiz. Há os que não vão à Oficina porque acham que as reuniões se tornaram desinteressantes e monótonas. Estes fazem parte daquele grande grupo que entraram para à Maçonaria, mas a Maçonaria não entrou neles. Acham as reuniões desinteressantes mais nada fazem para torná-las melhores. São os reformistas e críticos de palavras, nada fazem porque faltam-lhes luzes para fazer, ou porque são egoístas, não querem dividir os seus conhecimentos, quando raramente possuem algum, são os verdadeiros inoperantes da Ordem.
Os argumentos, de todos os grupos de faltosos, são extremamente frágeis e na realidade se baseiam, também com a Maçonaria em três colunas, ou melhor, três antes coluna: a ignorância, o desinteresse e o perjúrio. Ser perjúrio não é somente quem revela os nossos segredos Iniciáticos, mas também é perjúrio aquele que não cumpre com as obrigações contraídas para com a sublime Ordem no Cerimonial da Iniciação.
Outro dia encontramos um destes pseudo irmão e perguntei-lhe: por que não tens mais ido à Loja? - ao que ele me respondeu de pronto: para que, só para bater malhetes? - Então lhe repliquei: sabes o que significa "bater malhetes"? - Ele se coçou todo, gaguejou, desculpou-se e se escafedeu-se deixando atrás de si a poeira ofuscante da sua ignorância.
Aprendemos com um Mestre, a quem respeitamos e admiramos uma parábola que vamos aqui tentar reproduzir aos irmãos.
Londres, fria, úmida, nevoenta e cinzenta, havia num bairro um templo religioso, possivelmente Anglicano, no qual pregava um mesmo pastor há mais de vinte anos. E os Londrinos, como os ingleses de um modo geral, são extremamente tradicionalistas e naquele Templo, vinham fiéis das redondezas, sempre os mesmos, sempre ocupando os mesmos lugares, a sucessão de cada semana e desta forma todos já se conheciam pelos nomes conforme devem ser os Maçons em Loja.
Num certo final de semana, o pastor notou ausente, uma cadeira que estava vazia e era a cadeira de um dos mais assíduos fiéis.
O pastor preocupou-se, mas passado o culto, o fato foi esquecido, absorvido que foi o pastor pelas suas outras atividades.
Nova semana, novo culto, e novamente a mesma cadeira vazia, o pastor perguntou aos fiéis: alguém viu o fulano, estaria doente, estaria acontecendo alguma coisa? - Ninguém soube responder.
Na semana seguinte o fato se repetiu pela terceira vez e o pastor, após o culto resolveu visitar o fiel.
Chegando lá, encontrou-o à beira da lareira, em frente ao fogo. Então o pastor lhe perguntou:
- Estás doente?O fiel lhe respondeu:- Não, estou muito bem de saúde.E o pastor replicou:- Estás com algum outro problema?O fiel lhe respondeu:- Não, não estou com problema nenhum, muito pelo contrário, estou muito bem:Então o pastor lhe admoestou:- Mas não tens ido mais ao culto...Dito isso o fiel dirigindo-se ao pastor disse:
- Eu freqüento aquele culto há mais de vinte anos, sento naquela cadeira, efetuo as orações e entôo os mesmos hinos, durante todo este tempo eu já aprendi tudo de culto, sei todo o livro do culto de cór. Então eu acho que não preciso mais ir lá, por isso não estou indo. Atônito, o pastor pensou um pouco, dirigiu-se à lareira, atiçou o fogo e de lá retirou a maior das brasas que se encontrava na lareira, colocando-a sobre a saleira de mármore da janela, ante o olhar curioso do fiel.
A brasa, em questões de minutos, perdeu o brilho, se revestiu de uma túnica cinzenta, transformando-se em carvão e cinza, fora do convívio com as outras brasas.
O fiel levantou-se colocando as mãos na cabeça, disse:Por favor, homem para com isso, eu compreendi a lição.Doravante não mais faltarei ao culto.Tornando-se, a partir daquele dia, a cadeira, novamente ocupada.
Meus irmãos, os Maçons são como as brasas, para manterem a luz dos conhecimentos, o calor da fraternidade e a chama do ideal, necessário é, que estejam no convívio permanente das outras brasas.
Não faz Maçonaria fora do Templo. A Maçonaria que se pratica na vida profana é uma obrigação do iniciado e é reativada à cada Sessão, como uma espécie de bateria que precisa ser recarregada.
Se algum irmão acha que nada mais tem aprender, então ele dever ter atingido a Gnose perfeita e é chegado o momento dele começar a ensinar.

Bibliografia: ENTRE O ESQUADRO E O COMPASSO
IRMÃO WALTER PACHECO JR

A LÍNGUA

R E F L E X Ã O

A LÍNGUA - No século XVIII, a língua era chamada a chave dos segredos do Maçom. E um dos brindes que se fazia em Loja, já dizia Mackey "Aquela excelente chave, a língua do Maçom, que deve sempre falar tão bem na ausência de um irmão como na sua presença; e quando não possa fazer com honra, justiça e retidão, que adote a virtude do Maçom, que é o silencio".


Com esta introdução.. a Maçonaria fornece conselhos valiosos que nos ajudam a controlar nosso modo de falar. Mostra que palavras faladas têm conseqüências, e também podem revelar muito as qualidades de quem as profere. Quem trama maldades causa dor e sofrimento para si mesmo.


Por outro lado, os que aconselham a paz obtêm o contentamento de fazer o que é direito. O Maçom deve saber quando falar e quando ficar calado. Ele encobre conhecimentos por evitar e exibir o que sabe. Antes e discreto em mostrar o conhecimento que tem. O estúpido, ao contrario, é rápido no falar e revelar logo a sua tolice.

Portanto, que as nossas palavras sejam poucas e que nos refreemos de usar a língua para nos gabar. Há muitas ansiedades e preocupações que podem sobrecarregar o coração com tristeza. O que é preciso para aliviar o fardo e alegrar o coração? É aceitar uma boa palavra de encorajamento de alguém compreensivo. Contudo, e primeiramente, é prudente ouvir o Grande Arquiteto do Universo, em nosso coração. Aquele que ensina aos homens, o conhecimento, o amor, a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade.

Fiquem todos sabendo, que em cada porta de Templo Maçônico, bem como de cada Manicômio, deveriam estar afixados os dizeres:

"NEM TODOS QUE AQUI ESTÃO O SÃO E NEM TODOS QUE SÃO, AQUI ESTÃO."

terça-feira, 2 de março de 2010

A CONDUTA DE UM MAÇOM


A vida em comum exige sacrifícios:
- Sacrifício pela compreensão, que às vezes não estamos dispostos a dar;
- sacrifício pela percepção do que as pessoas possam pensar sobre um determinado assunto, a fim de nos cuidarmos para não ofendê-las (ninguém gosta de ser ofendido);
- sacrifício pelo respeito que devemos ter para com os outros, situação que muitas vezes não queremos considerar.
Esses sacrifícios podem vir num acumular constante em nosso ego. Chegará um ponto em que irá explodir, já que nossas fraquezas são tantas, e a nossa capacidade de esforço para suportar tanta pressão é muito limitada.
Para nós, maçons, isso não serve de justificativa. Não deve ser a maneira correta de pensar, nem devemos concordar com essa explosão. E isso por uma razão muito simples: nós praticamos a tolerância; temos uma capacidade maior de suportar qualquer pressão. A tolerância não significa que sejamos coniventes com situações discordantes. Pelo contrário. Mas as colocações devem ser feitas dentro de um espírito respeitoso, educado, entendendo que as pessoas são como são. Elas têm também o seu modo de pensar, que acham ser o mais correto. Nós não temos o direito de menosprezá-las, por não concordarmos com o seu ponto de vista.
Acima e antes de qualquer explosão, devemos manter o equilíbrio. Em qualquer situação e local. Seja em Loja ou fora dela. Não é porque "Cristo expulsou os vendilhões do templo", que também nos é dado o direito de explodir; que nos é dado o direito de ofender ou tratar grosseiramente o nosso Ir.’..
Lembremos que Cristo expulsou e foi grosseiro com os vendilhões do templo. Ele não expulsou os seus seguidores, no caso, os apóstolos, mas sim os vendilhões.
E se fizermos uma análise daquele tempo, de como agiam Cristo e seus discípulos, do seu pequeno e restrito número de "OObr.’.", das ações praticadas, e das reuniões que faziam, podemos chegar a dizer que eles formavam uma Loja Maçônica. Eles eram maçons. Por acaso já havíamos pensado nisso?
E dizemos isto, mesmo sabendo como a história terminou. Entre eles havia um traidor (comum e conhecido de todos nós); seus seguidores negaram até uma simples amizade que poderia existir entre eles, quando um dos "OObr.’.", o Cristo, mais necessitava; e esse "Obr.’.", participante ativo e um líder dentro dessa provável Loja, acabou sendo crucificado sem que qualquer um dos outros fizesse alguma coisa para impedir.
Esses fatos podem suscitar alguns questionamentos: "que tipo de IIr.’. eram esses?"; "que ambiente maçônico era esse?"; "onde estava o espírito maçônico no momento em que um deles passava os piores momentos da vida?".
Pois é. O que prevaleceu em toda essa história, foi a fraqueza humana. E nós, do alto da sabedoria em que nos colocamos muitas vezes queremos ignorar essa fraqueza. Se entre eles houve o que houve, imaginem entre nós.
Mas nós somos assim. Cheios de imperfeições. E achamos que estamos certos. Quando teremos a humildade de aprender isso?
Freqüentemente fazemos as nossas orações. Entre elas, a mais comum, independente de credo religioso ou de idioma: o "Pai Nosso". Num certo trecho diz: "... venha a nós o vosso Reino".
Será que nos comportamos e agimos condignamente para receber esse Reino? Lembre-se que nos referimos ao Reino de Deus. Entre os maçons, homens iniciados, isso pode ser mais fácil. Quando reunidos em Loja, podemos dizer que estamos num patamar superior ao que ocorre no mundo profano. Fechados dentro do Templo nos elevamos a um nível mais sublime, mais profundo. De maior contemplação, que oferece condições de meditação o tempo todo. Isso porque somos iniciados. E poucos o são. É um privilégio de alguns terem um ambiente tão propício para receber o Reino de Deus.
Mas, mesmo assim, apresentamos dificuldades em assimilar e conhecer verdades tão marcantes na vida do homem e tão comum no Reino de Deus. Às vezes esquecemos a diferença entre humildade e orgulho. Esquecemos que deve prevalecer o altruísmo sobre o egoísmo. Colocamos as nossas vaidades acima de tudo. Achamos que devem prevalecer as nossas vontades pessoais em detrimento do que pensa a maioria. Achamos que só nós sabemos distinguir o certo do errado. O que é bom, do que é mau.
Faz-se necessário que tenhamos equilíbrio em nossas ações. Que respeitemos as opiniões alheias.
Afinal, nós vivemos em união. Não nos esqueçamos da corda de 81 nós, que nos cerca pelo alto, acima de nossas cabeças.
É fundamental andarmos de mãos dadas. É fundamental entendermos que as diferenças existentes não possam ser consideradas tão grandes a ponto de nos diluir. De nos reduzir a nada. De nos reduzir a pó.
Fraternalmente,
Ruy Luiz Ramires

A VAIDADE


Vaidade, palavra pequena, de fácil pronuncia-mento e de tonalidade suave aos ouvidos, encerra em muitas ocasiões, situações gravíssimas no comportamento do ser humano, com conseqüências desastrosas.

A vaidade, literalmente falando, é a qualidade do que é vão, vanglória, ostentação, presunção malformada de si, futilidade, etc. Dessas qualidades, a vanglória é perniciosa pois objetiva o indivíduo jactancioso, ou seja, presunçoso, arrogante e frívolo.

A presunção mal-fundada de si traz em seu seio situações embaraçosas, notadamente na Maçonaria, visto que aqui todos se tratam por Irmãos e presume-se que a verdade deve imperar para sempre.

A tão propalada vaidade feminina não traz conseqüências, pois se atém tão-somente na área da estética. A masculina, quando não se atém às futilidades torna-se algo de preocupação; encerra-se muitas vezes em disputas desnecessárias, gerando graves problemas de ordem interna, principalmente quando essa vaidade inclui o fator poder. O fator poder é inerente ao ser humano. Na Maçonaria, no desbastar da Pedra Bruta, ou seja, no seu próprio burilamento cada um recebe a incumbência de burilar a si próprio e aos que estão a sua volta.
Arvorar-se na condição do dever cumprido, de ser possuidor de títulos ou de possuir extensa bagagem maçônica, não contribui em nada para os destinos da Ordem. Maçonaria se faz no dia-a-dia, na conquista permanente de novos adeptos e na tentativa da melhoria constante da espécie humana. A busca incessante e permanente da verdade faz da Sublime Instituição, uma organização sem similar.

A permanência da Maçonaria como instituição respeitável como é, deve necessariamente contar com a renúncia das possíveis vaidades de seus membros para o bem comum. Mas, vemos com freqüência Irmãos desentendidos ou que se fazem de desentendidos, querendo manter a ferro e fogo o seu círculo de poder. Apesar da inerência do poder ao ser humano, o Maçom, pelos ensinamentos recebidos, não pode a isso se ater.

A perpetuação de uma instituição passa, com absoluta certeza, pelo grau de compreensão de seus membros e na renovação sistemática de suas lideranças. Cabe a cada um de seus membros renunciar às vaidades e presunções infundadas para o bem comum. A título de exemplo, tem Irmãos que gostam de apologizar-se em descumprir a legislação em vigor, criando com esses atos bolsões de intransigências, que mais tarde derivam-se na mais pura vaidade e arrogância de ser um descumpridor, notadamente, de um poder que não tem coercitividade, que afinal é o caso da Maçonaria.

Para vivermos em igualdade, sem qualquer grau de subordinação, é muito difícil; porém, dentro da Maçonaria é necessário.

Esta diversidade que o Maçom possui, deve crescer sempre em benefício da ordem, e não se transformar em poço de orgulho, egoísmo e vaidade.
Ter vaidade de ser Maçom é muito bom e proveitoso, mas ser um Maçom vaidoso e refém do poder, com absoluta certeza, não trará qualquer benefício à Ordem e aos ir-mãos.
As reuniões costumeiras e obrigatórias, deveriam servir como bálsamo às nossas dificuldades e angústias do dia-a-dia. Infelizmente não é isso que amiúde presenciamos. A praxe é uma guerra surda no sentido de manter posições, ou seja, o “status quo ante”, isso é incompatível com o princípio da Sublima Instituição.

Entre um homem simplesmente vestido de Avental e um Maçom, tem uma diferença significativa.

A Maçonaria é uma escola de humanismo e disso ninguém pode duvidar. Tanto no estudo da filosofia, da filologia e no campo social, a Maçonaria incute aos seus adeptos essa capacidade de modificação no comportamento e na visão geral da sociedade, notadamente, nas condutas de moral e ética.

Portanto, dentro da ordem, não há espaço para as vaidades pessoais. Devemos sim, preservá-la e mantê-la fora dessas situações tão comprometedoras de seu futuro. Não temos o direito de atentar contra seus sublimes princípios.

“A atitude hipócrita é aquela em que a critica está dissimulada, escondida e implícita em aparente indiferença.” (Mira y Lopes).
“Os homens que verdadeiramente têm valor não são – nem podem ser – vaidosos; em compensação, é possível que se tornem orgulhosos.” (Mira y Lopes).

[1] CASTELLANI, José, Dicionário de Termos Maçônicos, Editora A Trolha, 1.ª Edição
[2] Mello, Ir Nélson Camargo de, Or de Ibiporã, PR – Extraído do site da Loja Triumpho do Direito (GORGS) – Colaboração.Ir Leôncio Coelho dos Santos, MM, membro da ARLS Thomas Kemphis, Or de Brasília, DF

FILHOS DA VIÚVA



É como se autodenominam os maçons. Existem duas explicações para a origem da expressão.
A primeira é relacionada com a lenda de Osíris, mito solar egípcio, decalcada em outras lendas mais antigas, como a do deus agrário Dumuzi, dos sumerianos. Foi Plutarco quem transmitiu, no primeiro século da era cristã, a melhor versão da lenda de Osíris, confirmada, posteriormente, pela tradução dos textos hieroglíficos.
Osíris foi um grande sábio e bondoso rei egípcio, cuja preocupação principal era civilizar o povo, tirando-o de sua primitiva barbárie e ensinando-lhe o cultivo da terra, os fundamentos da lei e o culto dos deuses.
Concluída a sua obra no Egito, ele resolveu transmitir os ensinamentos a outros povos, deixando, em suas ausências do país, que este fosse governado por sua esposa Ísis, a qual enfrentava a inveja e os instintos malévolos de Set (ou Tifão), irmão de Osíris e personificação do mal. Por ocasião do regresso de Osíris ao Egito, Set tramou uma conspiração contra ele, com o auxílio de seus áulicos. Secretamente, ele mediu o corpo de Osíris e mandou fazer um caixão exatamente com as mesmas medidas; trouxe, então, esse caixão para o centro de seu salão de banquetes, onde Osíris encontrava-se entre outros convivas, e prometeu dá-lo de presente àquele cujo corpo se ajustasse ao caixão. Todos os presentes atenderam à brincadeira e fizeram a experiência, não tendo, é claro, nenhum deles correspondido à medida. Chegou, então, a vez de Osíris e quando este se deitou no caixão, Set e os demais conspira-dores fecharam, firmemente, a tam-pa, soldando-a com chumbo, após o que jogaram o recipiente no Nilo.
Ísis, ao ser informado da tragédia, vestiu-se de luto e saiu à procura do corpo do marido, pois soubera que o caixão fora carregado até Biblos, no delta do Nilo, onde se enroscara numa tamareira, a qual crescera enormemente em torno dele, para ocultá-lo; devido ao grande tamanho da árvore, o rei daquela região a havia cortado e transformado numa coluna, que suportava o peso do seu palácio.
Indo para Biblos, Ísis empregou-se como ama de um dos filhos do rei e, todas as noites colocava a criança no fogo, para consumir suas partes mortais, enquanto ela própria se transformava numa andorinha, para lamentar o assassinato de Osíris. Certa ocasião, todavia, a rainha viu seu filho em chamas e gritou, angustiada, privando-o assim, da imortalidade, que lhe seria conferida por Ísis. A deusa, então, revelou-se e solicitou à rainha que lhe desse a coluna que sustentava o teto; atendida, ela voltou ao Egito, levando o caixão com o corpo de Osíris e ocultando-o em lugar secreto, enquanto saia à procura de seu filho Hórus.
Por ocaso, entretanto, Set, enquanto caçava certa noite encontrou o caixão e, reconhecendo o corpo de Osíris, cortou-o em quatorze pedaços, espalhando-os, a seguir, por todo o país. Ao tomar conhecimento disso, Ísis construiu um barco de papiro e tratou de juntar os fragmentos do corpo. Com seu corpo reconstruído, Osíris voltou do além e apareceu a seu filho Hórus, ordenando-lhe que lutasse contra Set. Obedecendo, Hórus lutou contra o assassino de seu pai, durante vários dias, saindo, finalmente, vitorioso. Osíris, então, tornou-se o deus e o juiz do reino dos mortos.
A lenda é tipicamente decalcada nos mitos solares, pois, de acordo com ela, Osíris foi assassinado no 17º dia do mês Hator, que marcava o começo do inverno. A lenda, assim, do ponto de visto místico, mostra o Sol (Osíris) morto pelas forças das trevas (Set), deixando viúva a Terra (Ísis), para renascer, posteriormente, completando um novo ciclo, também representado pelas sucessivas mortes e renascimentos dos vegetais, de acordo com a influência solar.
Os Maçons, identificando-se com Hórus, são os filhos da viúva Ísis, a mãe-Terra, privada do poder fecundante do Sol (Osíris), pelas forças das trevas.
A segunda explicação para a origem da expressão está ligada à lenda de Hiram, largamente baseada na lenda de Osíris e em outros mitos da antiguidade. O artífice fénício Hiram construtor do templo de Jerusalém, segundo a lenda (mas, na realidade, um entalhador de metais, responsável pela confecção das colunas e das bacias necessárias ao culto), era filho de uma viúva da tribo de Neftali.

A Sobrevivência dos Porcos-espinhos

Trabalho enviado pela cunhada Rose, esposa do Venerável Mestre Antônio Paulo e lido em Loja, no dia 02 de março de 2010.



Durante uma era glacial, muito remota, quando o planeta Terra esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos, por não se adaptarem as condições do clima hostil.

Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se protegerem e sobreviverem, começaram a se unir, a juntar-se mais e mais. Assim cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso. Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos.

Dispersaram-se por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito...

Mas, essa não foi a melhor solução: afastados, separados, logo começaram a morrer congelados.Os que não morreram, voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas suficiente para conviver sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos.

Assim, aprendendo a amar, resistiram a longa era glacial e sobreviveram.

Moral da História

O melhor do relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.
Nota do Blog:

Nos relacionamentos interpessoais a que podemos comparar os espinhos dos porcos? Talvez o hábito de criticar ou julgar os outros, reconhecer apenas o que se deixou de fazer, projetar nos outros aquilo que não é capaz de reconhecer em si, a falta de humor para lidar com as situações, a baixa resiliência para se deformar diante de uma situação e depois retomar ao seu formato original, sufocar os outros pela própria imposição, enfim, você sabe o significado do espinho.

Pense:

Os outros são os nossos espelhos. Caso queira saber como você cuida de si, olhe para aqueles que estão a sua volta.